FGC e Banco Master são assuntos que passaram a chamar muita atenção dos investidores de renda fixa no Brasil. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é um dos principais mecanismos de segurança do sistema financeiro e costuma ser muito citado pelas instituições financeiras em ofertas de produtos como CDBs, LCIs e LCAs.
O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger depositantes e investidores em caso de intervenção ou liquidação de instituições financeiras. Na prática, se um banco vier a quebrar, o FGC garante a devolução dos valores investidos dentro de limites pré-definidos, trazendo mais segurança ao sistema financeiro.
Atualmente, a cobertura do FGC é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. O limite global é de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos.
Entre os investimentos cobertos pelo FGC estão produtos bastante populares, como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, letras de câmbio, além de depósitos em conta corrente e poupança. Por outro lado, aplicações como Tesouro Direto, fundos de investimento, ações, FIIs, debêntures, CRIs e CRAs não contam com essa garantia.
Além disso, a cobertura do FGC é por instituição. Portanto, concentrar valores elevados em um único banco, mesmo que ele seja coberto pelo FGC, pode não ser a melhor estratégia. A diversificação entre diferentes emissores continua sendo uma prática essencial para uma carteira mais equilibrada.
Vale a pena investir em bancos menores por causa do FGC?
O FGC é uma camada adicional de segurança, mas não deve ser o único critério de decisão. Ao avaliar investimentos em bancos menores, o investidor deve considerar fatores como prazo, rentabilidade, liquidez e objetivos financeiros pessoais.
Os bancos menores oferecem taxas mais elevadas em investimentos porque têm mais dificuldade para captar recursos do que os grandes bancos. Como não possuem a mesma força da marca, base de clientes ou confiança do mercado, precisam pagar juros maiores para atrair investidores.
Além disso, existe uma maior percepção de risco, o que exige um retorno maior como compensação. Esses bancos também dependem mais de produtos como CDBs, LCIs e LCAs para financiar suas operações, enquanto bancos grandes contam com diversas outras fontes de captação.
O caso banco Master
O Banco Master enfrentou uma grave crise financeira e acabou sendo liquidado pelo Banco Central. A decisão ocorreu após problemas de liquidez e indícios de irregularidades na gestão e nas operações da instituição. Com a liquidação, o banco teve suas atividades interrompidas e entrou em processo de encerramento supervisionado.
O caso chamou atenção porque o Banco Master teve um grande crescimento oferecendo investimentos com taxas mais elevadas, principalmente em renda fixa, o que atraiu muitos investidores.
Com a quebra do banco, entrou em cena o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir os investidores dentro dos limites legais. O processo de pagamento envolve milhões de clientes e valores elevados, o que torna o ressarcimento mais demorado.
Portanto o FGC é uma excelente camada adicional de segurança, especialmente para quem investe em renda fixa, mas não deve ser visto como fator principal de um investimento e sim como parte de uma estratégia, baseada em diversificação, planejamento e objetivos financeiros bem definidos.